O presidente do diretório estadual do PSD, vice-governador Carlos Fávaro, considera o partido fiel da balança na disputa majoritária que ocorrerá nas eleições gerais de 2018.

Na avaliação de Fávaro, é natural ao PSD manter a aliança com o PSDB desde que seja confirmada a candidatura à reeleição do governador Pedro Taques (PSDB).

Pela expressiva força política do PSD em Mato Grosso, Fávaro crê que o partido será fundamental para as alianças que serão feitas visando a disputa ao governo do Estado e das duas vagas que serão abertas ao Senado.

“O PSD, pela sua força política em Mato Grosso, tem que, necessariamente, disputar cargos majoritários”, destaca.

O principal argumento para o PSD assumir o protagonismo político nas eleições de 2018 é a quantidade de lideranças que exerce mandatos eletivos em Mato Grosso.

“O PSD é um partido bastante estruturado. O partido cresceu muito em Mato Grosso, é a segunda maior força política. Nós temos a maior bancada de deputados estaduais, temos um senador da República, o vice-governador, 24 prefeitos, 200 vereadores, e 19 vice-prefeitos. Ou seja, é um partido que sem sombra de dúvida vai chegar muito forte nas eleições 2018”, sustenta.

Questionado a respeito da possibilidade de abrir mão da candidatura à reeleição para favorecer outro partido da base governista, o que levaria a tornar-se uma opção para concorrer a uma das vagas ao Senado pelo PSD, Fávaro disse que pode existir essa possibilidade, uma vez que, muitos acordos políticos serão costurados até as convenções partidárias que poderão ser realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto de 2018, conforme calendário já formulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Este é um trabalho que pode ser construído no transcorrer do tempo. A escolha do vice-governador é algo que envolve muita discussão e acontece aos 45 segundos do segundo tempo, na reta final das convenções em 2018”, ressalta.

Para garantir o apoio do agronegócio à candidatura de Pedro Taques ao governo do Estado nas eleições de 2014, Fávaro foi indicado vice-governador pelo Partido Progressista (PP) e, logo em seguida, se afastou da presidência da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso).

Posteriormente, Fávaro se filiou ao PSD, levando o partido montado pelo ex-deputado estadual José Riva em Mato Grosso a tornar-se aliado de primeira hora do PSDB, garantindo ainda o apoio da maior bancada na Assembleia Legislativa composta por seis deputados estaduais que são Gilmar Fabris, Pedro Satélite, José Domingos Fraga, Ondonir Bortolini, o “Nininho”, Leonardo Albuquerque e Wagner Ramos.

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