Marido, de 50 anos, disse não aguentava mais 'tomar chifre' da mulher e registrou boletim de ocorrência em Cáceres (Foto: Divulgação)Marido, de 50 anos, disse não aguentava mais 'tomar chifre' da mulher e registrou boletim de ocorrência em Cáceres (Foto: Divulgação)

Marido, de 50 anos, disse não aguentava mais ‘tomar chifre’ da mulher e registrou boletim de ocorrência em Cáceres (Foto: Divulgação)

O morador de 50 anos, que alegou não aguentar mais ser traídopela mulher em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, foi procurado, porém, não foi encontrado por policiais civis nessa quarta-feira (19). No início da semana ele procurou a delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra a mulher, dizendo que não suportava mais ‘tomar chifre’.

A Polícia Civil disse que alguns policiais o procuraram, no entanto, não foi localizado. Ele também era esperado na delegacia para se explicar sobre o caso e não apareceu. Assim como o marido, a mulher não foi encontrada.

A Polícia Civil reafirmou nesta quinta-feira (20) que as declarações do boletim de ocorrência são de responsabilidade do morador, que inclusive assinou o documento. O boletim de ocorrência foi feito com termos chulos e palavras grosseiras em relação ao suposto comportamento da mulher dele. O morador pontua que presenciou diversas traições, inclusive presenciou algumas delas.

“(…) o comunicante [marido] não aguenta mais tomar chifre na cabeça e ver sua morena (…) com outros homens na rua e por isso veio até a delegacia para registrar o boletim de ocorrência”, diz o BO.

O próprio marido se diz ‘corno’ e pediu ajuda da polícia para não ter mais problemas com a ‘morena’.

Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada como ‘atípica de natureza diversa’, por não ser configurado crime o fato que foi descrito. Por isso, não há abertura de investigação.

Ainda conforme a polícia, a mulher, caso se sinta ofendida, poderá representar criminalmente contra o companheiro, para que seja aberto inquérito policial no âmbito da Lei Maria da Penha e de crimes de difamação e injúria.

A instituição também informou que os termos ofensivos e grosseiros utilizados na narrativa do boletim de ocorrência não são usuais e muito menos aceitos em documentos públicos. A Corregedoria da Polícia Civil analisa a adoção de alguma advertência ao policial que confeccionou o boletim.

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