O prefeito Emanuel Pinheiro participou nesta terça-feira (18) de reunião com o governador Pedro Taques para buscar uma negociação para regularizar a situação financeira dos hospitais filantrópicos que atendem Cuiabá.

Representantes dos hospitais filantrópicos participaram da reúnião. “Estamos iniciando um entendimento para que o governo do Estado auxilie a saúde financeira desses hospitais para que eles possam continuar sendo o braço forte  da rede pública da saúde em Cuiabá”, disse o prefeito, depois de duas horas de reunião.

Para Pinheiro, a união de esforços com o governo busca sanear a saúde dos hospitais. O prefeito explicou que os hospitais filantrópicos não atendem só Cuiabá, mas toda a população do Estado. “Vamos cada um se reunir com as suas equipes e esticar a corda para que a saúde não entre em colapso com uma instabilidade da situação dos hospitais filantrópicos”, afirmou Pinheiro.

Nesta reujnião foi apresentado os custos, atendimentos e demanda de cada unidade hospitalar filantrópica em Mato Grosso. Membro da direção da Federação dos Hospitais Filantrópicos, Antônio Preza, disse que os hospitais só partiram para essa negociação porque não tem mais de onde retirar dinheiro para bancar o custeio e nem a quem recorrer para pagar despesas.

“Na verdade o que existe é um déficit de custeio das unidades. Um exemplo: de cada R$ 100 que se gasta com pacientes, recebemos do SUS apenas R$ 60, fica um passivo de dívidas para ser resolvido, o que não estamos conseguindo”, disse o dirigente.

Conforme ele, o governo do Estado repassou apenas nos meses de dezembro de 2016, janeiro e fevereiro deste ano o montante de  R$ 3.500.000 por mês. O montante foi dividido para os cinco hospitais filantrópicos. “Só para a Santa Casa de Misericórdia o custeio é de  R$ 650.000.00 e ainda ficamos devendo na praça”, pontuou Preza.

Antônio Preza ainda destacou o papel do prefeito que tem se esforçado para ajudar. A falta de repasse para os hospitais filantrópicos em Cuiabá. O secretário-adjunto de Saúde do Estado, Wagner Simplício, destacou que não existe impasse para repassar aos hospitais, mas sim falta de recursos no Estado para atender a demanda. “É necessário rever as nossas contas internas”, afirmou. A Prefeitura de Cuiabá também dever as contas de custeio.

Ficou marcada ainda uma segunda rodada de negociação para encontrar uma saída à crise financeira dentro dos hospitais filantrópicos. “Com esse esforço de todos incluindo, iremos verificar a possibilidade de fazer algumas transferências extras, mas diante mão já colocamos as dificuldades da Secretaria de Saúde do Estado com as contas e transferências para estes hospitais”, ponderou Wagner.

O prefeito afirmou que a hora é de buscar soluções e entende que o problema precisa ser resolvido logo. “Todos os envolvidos ajudarão para evitar o pior, que é o colapso na saúde dos hospitais filantrópicos”, concluiu o prefeito.

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