O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) inicia nesta segunda-feira (17) uma série de depoimentos onde deve confessar crimes executados durante sua gestão a frente do Palácio Paiaguás. Além dele, o ex-chefe de gabinete, Sílvio Correa, também prestará depoimentos para confirmar as acusações imputadas pelo Ministério Público.

O depoimento desta segunda-feira é referente a 2ª fase da “Operação Sodoma”, que apura cobrança de propina de empresas que firmaram contratos com o Governo do Estado. A principal delas, a Consignum, pagava cerca de R$ 500 mil por mês, sendo que o governador já admitiu em depoimento na Delegacia Fazendária ficar com cerca de R$ 350 mil.

No dia 19, o ex-governador vai depor na ação penal referente a “Operação Seven”, onde cerca de R$ 7 milhões foram desviados na desapropriação de uma área na região do Lago de Manso. Além da cobrança de propina, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) acusa que a área já pertencia ao Estado.

No dia 20, o Silval vai prestar depoimento no dia 20 de julho, na ação penal relativa à quarta fase da Operação Sodoma da Polícia Civil. Anteriormente, o depoimento estava programado para o dia 5 de julho, mas foi alterado em decorrência da internação médica do ex-presidente da Metamat (Companhia Mato-grossense de Mineração) Justino Paes de Barros, um dos réus colaboradores da ação penal.

O último depoimento será no dia 24, em ação derivada da 1ª fase da “Operação Sodoma”. Nesta fase, Silval é acusado de cobrar propina do empresário João Batista Rosa para conceder incentivo fiscal ao Grupoi Tractor Parts. Esta ação gerou a 1ª fase da “Operação Sodoma” e os desdobramentos das investigações de corrupção no Estado.

Silval foi preso em setembro de 2015 e passou a cumprir prisão domiciliar em junho deste ano após decidir confessar as acusações do Ministério Público. Ele já se comprometeu a devolver mais de R$ 48 milhões entre bens, como fazendas, imóveis urbanos e um avião.

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