Duzentos e quarenta números de telefones estão em uma lista que foi enviada à operadora de telecomunicações Vivo pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Rui Ramos, no dia 23 de maio, com o intuito de descobrir se foram alvos de interceptações telefônicas.

O ofício confidencial contendo a listagem destaca que a resposta à solicitação deveria ser encaminhada em 5 dias, o que indica que a Justiça já tem conhecimento se esses números foram grampeados ou não, segundo informações do site Folhamax, que teve acesso ao relatório. Atualmente, a apuração corre em sigilo, sob a condução do desembargador Orlando Perri.

Em resposta à Justiça, a Vivo deveria esclarecer se os números foram interceptados de janeiro de 2014 até maio deste ano.

A operadora também deveria informar a titularidade dos ramais, os números dos processos judiciais que determinaram as interceptações, as cópias das decisões judiciais ou ofícios de requisição, a relação dos agentes autorizados a receber o fluxo das ligações e a relação dos ramais para os quais foram direcionadas as conversas monitoradas.

Dentre os números que constam na lista como suspeitos de serem alvos de grampos, estão telefones de Cuiabá, do interior de Mato Grosso e até de outros estados, como São Paulo, Maranhão, Amazonas, Tocantins, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A requisição feita pelo presidente do TJ ocorreu logo após o escândalo dos grampos ilegais vir à tona por meio de denúncia feita pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, que teria descoberto o crime quando ainda era secretário de Estado de Segurança Pública, em 2015. Ele afirma que, naquela época, contou o caso ao governador Pedro Taques (PSDB) e exigido providências que, segundo ele, não foram tomadas.

Por conta disso, ele encaminhou a denúncia para a Procuradoria Geral da República (PGR). O casto também é alvo de apuração no Tribunal de Justiça, no Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual, na Corregedoria da Polícia Militar e na Polícia Civil.

 

 

FONTE ; FOLHA MAX

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *