Após o embargo dos Estados Unidos à compra da carne brasileira, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Blairo Maggi utilizou sua página no Facebook para dar informações e desabafar quanto à decisão. Mesmo sem falar claramente, o ministro dá a entender que os EUA podem estar se vingando do Brasil.

Ele explica que antes mesmo da negativa de importação da carne por parte dos EUA, o Brasil já havia apertado as regras para consumir carne vinda do país norte-americano.

“Estamos impedidos temporariamente de exportar, devido algumas inconformidades detectadas na carne brasileira. Já os EUA tiveram parte da sua exportação de carne rechaçadas aqui no Brasil. Do total de 32 containeres de carne frescas e miúdos, 20 foram devolvidos por motivos de rotulagem, rastreabilidade e certificação. (isso ocorreu antes da nossa suspensão). Significa que 62,5% do exportado pelos EUA para o Brasil, teve que retornar aquele país”, explica Maggi.

Ele justifica a ação dizendo que “antes do comércio, vem a segurança e proteção dos consumidores de ambos os países”.

Em junho deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão “imediata” das importações de carne do Brasil.

Entre janeiro e maio deste ano, os frigoríficos brasileiros embarcaram para o mercado americano 4,68 mil toneladas de carne in natura, ou US$ 18,9 milhões. Já a China, o principal importador, adquiriu no período 52,88 mil toneladas de carne bovina in natura, ou US$ 219,7 milhões de dólares, conforme a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Quando o escândalo da operação Carne Fraca estourou, os EUA mantiveram as importações do Brasil, enquanto outros países as suspenderam. De acordo com nota do Departamento de Agricultura, desde que a operação foi revelada, em março, as autoridades sanitárias americanas estavam reinspecionando 100% dos carregamentos de carne enviados pelo Brasil. Nesse período, os EUA rejeitaram 11% dos produtos.

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