O governador Pedro Taques (PSDB) criticou nesta terça-feira (4) o ex-deputado José Riva pelo depoimento em que ele entregou um suposto esquema de pagamento de “mensalinho” na Assembleia Legislativa de Mato Grosso a 33 deputados.

Segundo Taques, as delações têm sido usadas como chantagem em diversos casos no país e que Riva, em especial, beneficiou-se por muitos anos do esquema antes de decidir entregar os nomes dos colegas.

 

“Quero ressaltar a importância da delação como instrumento de persecução penal e criminal. No entanto, no Brasil, a delação está virando instrumento de chantagem política e até de comércio. Então temos que nos atentar para delações. É muito fácil. O cidadão comete crimes à vida toda aí, de repente, vira santo e faz delação”, disparou Taques.

Questionado se acreditava que Riva seria um chantagista, o governador foi taxativo em dizer que “Eu não acredito no que eu não vejo”, disse.

Juridicamente, Riva não firmou um acordo de delação premiada no processo originado da Operação Imperador que motivou sua primeira prisão, em fevereiro de 2015.

Porém, ele entregou diversos deputados e ex-deputados a quem acusou de terem recebido dinheiro ilícito. O esquema teria iniciado no governo Dante de Oliveira (PSDB), se estendido pelo governo Blairo até o governo Silval Barbosa (PMDB).

Os “mensalinhos” teriam começado em R$ 15 mil e chegado a R$ 25 mil. O dinheiro, inclusive, teria sido usado para comprar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ocupada por Sérgio Ricardo, atualmente afastado. Além disso, o mensalinho teria sido usado pelo ex-deputado estadual, Makusuês Leite, em 2008, para comprar uma emissora de TV.

Da Legislatura atual da Assembleia Legislativa, oito dos 28 deputados figuram na lista dos beneficiários.

 

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