A 3ª Vara Criminal de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá) aguarda um laudo psicossocial para decidir se o assassino Jorge Santiago Demétrio, o “Argentino”, vai passar para o regime semiaberto. Ele foi condenado a 27 anos e 8 meses de prisão por ter matado Bruna Jéssica Florão, 13, no dia 27 de setembro de 2007, em Cuiabá. A vítima era vizinha do criminoso, foi atacada e arrastada para dentro da casa dele. Lutou contra uma tentativa de estupro e foi morta por asfixia, quando ele introduziu uma camisa na garganta dela.

Pela legislação brasileira, Demétrio, que é natural de Buenos Aires, poderia progredir de regime em dezembro do ano passado, pelos requisitos objetivos. Entretanto, podem ser analisados os chamados requisitos subjetivos, como a análise psicossocial para verificar se o criminoso tem condições de voltar a conviver em sociedade, sem riscos de voltar a cometer os mesmos crimes. E foi isso que o Ministério Público solicitou.

“Com relação ao requisito subjetivo, observo que no caso em comento apenas a juntada do atestado de comportamento carcerário não se mostra possível avaliar as condições do condenado ao retorno ao convívio em sociedade, pois, conforme pode ser visto se tratar de crime contra a dignidade sexual e considerando a gravidade em concreto do crime pelo qual restou condenado, é necessária a avaliação psicossocial para melhor aferir o preenchimento do requisito subjetivo”, destacou o juíza auxiliar da Corregedoria, Ana Cristina Silva Mendes, durante mutirão realizada na penitenciária de Água Boa, em fevereiro deste ano.

Relembre o caso

Demétrio foi condenado a quase 28 anos de prisão por homicídio qualificado, tentativa de estupro e ocultação do cadáver da menina Bruna. A defesa pedia a absolvição do réu, alegando ser ele um sociopata e estar sob influência de drogas. Entre as testemunhas estava uma adolescente de 17 anos, que confirmou ter sido vítima do Argentino, em janeiro de 2007.

Ela contou que passava pela rua onde ele morava, na avenida Presidente Marques, mesmo local onde Bruna foi morta, quando foi golpeada na cabeça e arrastada para dentro da residência. Porém, em um descuido do agressor, conseguiu abrir a porta e fugir.

A família de Bruna tinha vindo para Cuiabá há quatro meses. Uma semana após o crime voltou para Blumenau. O Ministério Público afirmou, à época, que Bruna foi morta porque lutou para não ser estuprada pelo “Argentino”.

Em 2010, a Polícia Federal afirmou que “Argentino” seria expulso do Brasil, o que não se concretizou.

 

fonte ; gd

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