O cliente ainda é muito desrespeitado em Mato Grosso. A afirmação é da superintendente do Procon Estadual, Gisela Simona, e foi feita nesta quarta-feira, 15 de março, Dia Mundial do Consumidor.

João Vieira

Energia elétrica motiva maioria dos processos

Apesar do desrespeito, de cada dez consumidores lesados apenas três denunciam. Outros setes ficam no prejuízo.

A pesquisa é da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas, conforme a superintendente, se aplica em Mato Grosso.

Para marcar a data, o Procon estadual lança no período da tarde o cadastro com o nome das empresas que mais lesam consumidores aqui no Estado.

Otmar de Oliveira

Gisela Simona, superintendente do Procon

Trata-se do Cadastro de Reclamações Fundamentadas de 2016.

O cadastro será divulgado aqui.

“Isso é para as pessoas saberem quais empresas estão envolvidas em mais processos”, detalha a superintendente. “E para saber também, quais, uma vez acionadas, se dispõem resolver os problemas e quais não fazem isso”.

Este cadastro é uma espécie de lista das empresas que mais maltratam consumidores.

O primeiro lugar – ela já adianta – é ocupado pela Energisa, empresa de energia elétrica. O segundo e o terceiro lugares ocupam a CAB, responsável pelos serviços de água e esgoto na capital, e as empresas de telefonia móvel.

Também para marcar o Dia do Consumidor das 09h às 17h os servidores do posto do Procon Estadual na Assembleia Legislativa (Procon-AL), estarão no Espaço Cidadania, prestando orientações sobre superendividamento e distribuindo materiais educativos.


Na hora de comprar, um tratamento. Na hora de trocar, outro

Em Mato Grosso, 689 mil pessoas estão negativados na Serasa. Metade deste público mora em Cuiabá e VG.

O Procon anunciou que vai traçar o perfil do consumidor endividado, com a intenção de saber o motivo do endividamento ou do superendividamento. Com esses dados em mãos, o órgão espera trabalhar a educação para o consumo, para que as pessoas não percam o controle das finanças.

“É importante conhecer quem é o consumidor endividado para que os Procons desenvolvam ações específicas para esse público”, explica Gisela.

 

fonte ; gd

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *