O médico cardiologista e professor universitário Herbert Monteiro da Silva, 62, pagou R$ 5 mil de fiança para responder em liberdade pelo crime de injúria racial, por ter chamado o porteiro do prédio em que aluga um apartamento de “preto, vagabundo e safado”.

Fato ocorreu na noite de sábado (4), em um condomínio no Jardim Mariana, em Cuiabá. Crime foi presenciado por outros moradores do prédio que acionaram a Polícia Militar. Durante 40 minutos, os policiais conversaram com o médico para que abrisse a porta do apartamento, mas ele se negou.

 

Então, um delegado que reside no condomínio, interferiu e deu prazo de dois minutos para Herbert abrir a porta. Como não atendeu, a autoridade policial determinou que ela fosse arrombada. Neste momento o médico foi preso e encaminhado para a Central de Flagrantes de Cuiabá, pela Polícia Militar.

Segundo o delegado plantonista Rogério Silva Ferreira, moradores do prédio e o porteiro foram ouvidos. Vítima e testemunhas confirmaram ter presenciado as ofensas proferidas contra o empregado.

Relataram ainda que o médico não mora no condomínio, mas aluga o apartamento para criar cachorros. Já existem inclusive várias reclamações pois os animais incomodam os outros condôminos.

Por não ter cela especial na unidade, o médico aguardou o término dos depoimentos e a arrecadação da fiança, pela advogada, em cela com os outros presos.

Herbert, em sua página em rede social informa que é Assessor para Assuntos de Saúde do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e mentor/tutor na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A reportagem do Gazeta Digital manteve contato com a assessoria do TJ, que informou que o médico nega as acusações, mas não vai se manifestar sobre o caso.

 

fonte ; gd

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