Diante de um cenário de dezenas de obras inacabadas que foram lançadas nas gestões anteriores e já consumiram milhões de reais entre recursos do governo federal e do Município, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), anunciou que não vai lançar qualquer obra pública em sua gestão enquanto não conseguir finalizar aquelas que estão paralisadas.

Ao mesmo tempo, ele tenta junto ao Ministério da Saúde, conseguir mais prazo para finalizar obras da saúde e evitar a devolução de pelo menos R$ 20 milhões que foram liberados pelo governo federal e não utilizados. Somente na área da saúde, existem 25 obras não concluídas. Desse total, apenas 2 seguem o cronograma. Outras 7 foram iniciadas mas estão abandonadas e 11 unidades de saúde sequer saíram do papel. Existem ainda pelo menos mais 5 da educação que ainda não foram entregues à população.

Na manhã desta terça-feira (7) o prefeito Emanuel Pinheiro visitou 7 obras inacabadas na Capital entre unidades de saúde, Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e áreas de lazer. Ele estava acompanhado de representantes da Eede de Controle de Gestão Pública de Mato Grosso que engloba integrantes do Ministério Público Estadual e Federal e Controladoria Geral da União (CGU).

Ao final, Pinheiro firmou compromisso de não iniciar qualquer obra pública sem antes concluir aquelas que foram iniciadas em gestões anteriores e estão paralisadas. Por enquanto, a prefeitura ainda não tem um cronograma de retomada das obras e nem recursos financeiros. “Precisamos achar uma alternativa porque não temos recursos próprios. Vamos tentar buscar apoio do governo federal, buscar recursos porque muitas dessas obras encareceram e hoje temos que gastar 2 vezes o valor original delas para resolver o problema. Não vamos lançar nenhuma obra nova enquanto não resolvermos o problema dessas obras paralisadas”, afirmou o prefeito.

João Vieira

Algumas das obras visitadas estão paralisadas há quase 5 anos, o que segundo o prefeito, encarece a obra gera prejuízos para população. “Então vamos nos unir e pedindo essa compreensão e apoio da rede de controle que realiza um trabalho extraordinário, instituições da maior credibilidade para podermos juntos tentar achar um denominador comum”.

A saúde é a Pasta que mais tem obras inacabadas, 20, no total. Outras obras não concluídas são de pavimentação asfáltica e Centros de Educação Infantil. A prefeitura de Cuiabá agora precisa encontrar meios de retomar as obras sem ter que devolver ao governo federal recursos já liberados pelo Ministério da Saúde, mas que não foram utilizados.

“Nós temos ai seguramente cerca de R$ 20 milhões que precisamos resolver, tentamos prorrogar o prazo, conseguimos prorrogar até 17 de março e estamos tentando adiar para 17 de abril pelo menos pra encontrarmos uma solução, senão vamos perder tudo isso que está aqui, todo o dinheiro que já foi colocado, tanto valores do governo federal e contrapartida do município”, enfatizou Emanuel Pinheiro citar que uma das obras visitadas já recebeu 70% do pagamento por parte do Ministério da Saúde e outros 20% de contrapartida do Município. Assista a reportagem do Jornal do Meio Dia, da TV Record Cuiabá.

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