O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), o deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), assegurou que exigirá, neste ano, que o governo pague R$ 96,7 milhões que ficaram acumulados em 2015 e 2016, em razão de repasses que deveriam ter sido feitos à instituição.  O parlamentar afirmou que o repasse dos valores atrasados serão uma das exigências feitas por sua gestão, que teve início no dia 1º. “Temos cerca de R$ 100 milhões para receber do Estado. O governo vai ter que pagar, não vai poder passar a borracha em cima”, disse à rádio Capital FM.

O dinheiro corresponde a parte do duodécimo que deveria ter sido encaminhado à instituição e também ao excesso de arrecadação do Estado, que também não foi entregue pelo governo à AL-MT. Os repasses atrasados correspondem aos anos de 2015 e 2016.

No início da semana, o ex-presidente da AL-MT, o deputado Guilherme Maluf (PSDB), relatou que o governador Pedro Taques (PSDB) pretende fazer um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para parcelar em oito vezes os atrasos com o poder. De acordo com Botelho, mesmo com a instituição possuindo dinheiro em caixa e os R$ 96,7 milhões não serem considerados fundamentais para o poder, a AL-MT exigirá o pagamento. “Se depois vamos devolver isso, para o Estado fazer uma obra ou alguma coisa, é outra história. É uma autonomia da Assembleia. O governo não pode simplesmente que vai dizer que não vai pagar, porque a Assembleia não precisa do dinheiro. O dinheiro é da Assembleia e tem que ser repassado”, asseverou.

O novo presidente da Assembleia não descarta que o valor seja devolvido para o Estado. “Se não temos onde usar, não vamos inventar coisa para gastar dinheiro. Vamos devolver para o governo, mas aí já é uma prerrogativa dos 24 deputados em devolver isso. A sociedade também tem de reconhecer que os parlamentares estão devolvendo para que seja comprado algo ou ajudar a fazer um hospital, ou alguma coisa assim”, comentou.

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