Enquanto investigação civil e criminal que apura as circunstâncias da morte do aluno Bombeiro Rodrigo Claro, 21, será concluída somente no mês de janeiro, familiares e amigos realizam um ato público nesta quarta-feira (21).

Eles se reúnem na Praça Ipiranga, na Capital, a partir das 17h, pedindo Justiça e celeridade na investigação da morte dele, ocorrida no dia 15 de novembro. Segundo a mãe de Rodrigo, Jane Patrícia Lima Claro, 37, o objetivo é cobrar das autoridades as respostas para a morte prematura do jovem, após ser torturado durante treinamento em lagoa, durante curso de formação.

Reprodução Facebook

Rodrigo morreu após cirurgia para conter hemorragia cerebral.

O ato conta com apoio da Associação das Famílias de Vítimas da Violência, que também acompanha o caso. Segundo Heitor Reiners, um dos dirigentes da associação, casos de abusos praticados em treinamentos militares, como o que pode ter causado a morte do jovem, ainda são comuns. Nos últimos 10 anos pelo menos, quatro ganharam repercussão na mídia, inclusive nacional, e mesmo assim as instituições não acabam com os abusos durante os treinamentos.

Segundo relatos do próprio Rodrigo, ele vinha sendo perseguido pela Tenente Izadora Ledur e, no dia em que passou mal no treinamento da Lagoa Trevisan, mandou mensagem à mãe, dizendo que estava com medo pois sabia que era ela que iria estar à frente do treino de mergulho. Após várias sessões de afogamento promovidos pela oficial, Rodrigo passou a sentir fortes dores de cabeça e vomitou.

Mesmo assim foi obrigado a dar sequência a travessia. Abandonou o treino quase ao final. Depois de se deslocar sozinho em sua moto até o quartel do 1º Batalhão, foi conduzido para a Policlínica do Verdão, onde passou a convulsionar. Diagnosticada hemorragia cerebral passou por cirurgia de emergência em hospital privado e morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cinco dias depois.

Amigos do jovem relataram a família a violência a que rodrigo foi submetido durante o treinamento.

Tanto o Inquérito Policial Militar (IPM), determinado pelo Comando do Corpo de Bombeiros como o da Polícia Civil, sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) dependem de finalização de interrogatórios e envios de laudos e documentos.

Segue na íntegra texto escrito por Jane Claro, na tarde desta terça-feira (20):

“Estive hoje 20/12, nas dependências do IML ( Instituto Médico Legal) de Cuiabá, para tentar encontrar uma resposta em relação ao Laudo da causa Morte do meu filho Rodrigo Claro no dia 15/11. A resposta obtida foi, o laudo esta sim pronto, porém sem a assinatura do mesmo até o momento, pois essa assinatura não é feita manualmente é uma assinatura eletrônica e o contrato com essa empresa venceu em Agosto e até o momento não foi renovado ainda para que os laudos sejam assinados.

Se vc me perguntar.

Vc esta surpresa com isso???

Te respondo, não, não estou pois no dia que meu filho faleceu no IML não tinha nem o material básico para realizar o trabalho, como Luvas, Álcool dentre outros.
Ai vem o caso, diante das afirmações do Secretário de Segurança Pública a imprensa em relação ao caso, que primeiro falou que a causa da morte era um Aneurisma, logo em seguida falou que não, que na verdade se tratava de um AVC ( Acidente Vascular Celebral).
Será que teremos outros resultados?
Será que devo realmente acreditar no resultado que sair?
Será que o IML tem equipamentos suficientes para atestar uma causa de morte sem gerar dúvidas?
Será, será, será????????
O processo terá como parte requerida O GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO, a POLITEC e o IML são órgãos pertencentes ao Estado de Mato Grosso, então é lógico q eles nunca irão produzir provas contra o Estado.

É muito difícil eu mãe e toda a familia, como se não me bastasse a dor que estamos vivendo nesses dias com a morte do nosso RODRIGO CLARO, ter que todos os dias ouvir uma história diferente em relação ao caso. Vejo com um menosprezo tudo isso, isso esta dessa forma porque foi um caso que foi divulgado amplamente, toda imprensa do Estado de MT e até mesmo de fora do Estado vem noticiando, imagine o que passa a família de uma pessoa que não tem o caso noticiado nos Rádios e TVs.

Aguardando uma resposta das ditas “Autoridades” do Estado de Mato Grosso, afinal entreguei meu filho ao Estado ao Corpo de Bombeiros, vivo, saudável , cheio de vida e o recebi de volta morto.”

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