A juíza da 7 ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, negou no dia 29 de novembro pedido do ex-vereador por Cuiabá, João Emanuel (sem partido) e do seu irmão, o advogado Lázaro Moreira Lima, para considerar-se suspeita na ação penal relativa à Operação Castelo de Areia, o que levaria ao seu afastamento na condução do processo criminal.

Otmar de Oliveira/A Gazeta

Juíza Selma Arruda rechaça vingança ou projeto político nas suas decisões.

Ambos são réus pela suspeita de integrar uma organização criminosa que aplicava golpes financeiros em empresários na ordem de até R$ 50 milhões por meio da falsa promessa de concessão de empréstimo a juros abaixo do valor de mercado. O esquema foi desvendado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

O ex-vereador João Emanuel alegou que a magistrada estaria agindo com parcialidade, pois o mesmo conseguiu reverter a prisão preventiva em domiciliar nos autos da Operação Castelo de Areia.
Porém, posteriormente, a magistrada acolheu pedidos do Ministério Público Estadual (MPE) e autorizou novas prisões preventivas por acusações antigas decorrentes de outras investigações policiais.

Na avaliação da defesa de João Emanuel, a juíza Selma Arruda autorizou novas prisões preventivas motivada pela declaração do empresário Walter Dias Magalhães de que o ex-vereador mantinha proximidade com membros da facção criminosa Comando Vermelho e planejava matá-la, o que é repudiado veementemente pela defesa e classificado como uma mentira grosseira.

Ainda foi alegado que a juíza Selma Arruda manteria proximidades com o prefeito Mauro Mendes (PSB) diante do seu interesse em exercer atividade política partidária e poderia alimentar sentimento de vingança contra sua pessoa. No entanto, todas as alegações foram julgadas improcedentes.

“Esta julgadora não nutre qualquer sentimento de desforra para com o excipiente. Como ele próprio menciona em sua peça, já há algum tempo responde por processos criminais neste Juízo, sob a minha condução e não houve um episódio sequer em que procedi de forma a tolher ou embaraçar o seu direito ao contraditório e à ampla defesa. Desse mesmo modo continuarei a proceder, em cumprimento ao meu dever de ofício”, diz um dos trechos da decisão.

Ao julgar o pedido de exceção de suspeição improcedente, a juíza Selma Arruda sustentou que não tem engajamento político algum e não está disposta a deixar a magistratura para ingressar na carreira política-partidária.

“Esta julgadora não tem e nunca teve qualquer ligação política ou preferências por quaisquer partidos políticos ou pessoas ligadas ao meio político, de modo que as alegações do excipiente não passam de meras ilações”, disse.

A defesa do advogado Lázaro Moreira Lima, alegou que a magistrada foi parcial ao requerer a abertura de procedimento administrativo junto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) bem como teria autorizado o vazamento de informações sigilosas do processo e autorizado busca e apreensão e condução coercitiva desnecessária. Todos os pedidos foram julgados improcedentes.

 

fonte ; gd

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