O governador tucano Pedro Taques mostrou-se decepcionado e triste, na manhã desta sexta-feira (2), ao comentar com a imprensa a delação do empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora, feita à juíza Selma Rosana, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, em audiência da Operação Rêmora.

Em audiência judicial, o delator citou nomes de tucanos em esquema de corrupção, com dinheiro da pasta da Educação.

“O fato é muito triste, sim, e decepciona a política e tem que se ser investigado”, disse o governador.

Na Operação Rêmora, foi preso o ex-secretário de Educação de Taques, Permínio Pinto, tucano. Permínio continua preso, apesar de reiteradas tentativas da defesa dele em soltá-lo.

O empresário Guizardi complicou outros nomes do PSDB de Mato Grosso, entre eles do deputado estadual Guilherme Maluf e do deputado federal Nilson Leitão, um dos parlamentares que estiveram à frente nacionalmente na defesa do impeachment da petista Dilma Rousseff, acusada justamente de corrupção.

Ao deputado Maluf e ao empreiteiro Alan Malouf, Gizardi afirmou no Judiciário que entregou verba desviada da Educação a ambos em um dos banheiros do Buffet Leila Malouf.

Sobre Leitão, presidente do PSDB em Mato Grosso, Guizardi o apontou como aquele que indicou membros para participarem do esquema. O parlamentar nega que tenha feito isso.

Citou inclusive que o esquema desbaratado pelas investigações da Rêmora, conduzidas pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), tinha também a intenção de arrecadar dinheiro para pagar doações feitas para a campanha eleitoral do governador Taques em 2014. Por meio de nota, o governador já havia negado haver verdade nisso.

“Todo político está absolutamente jeito a isso, ninguém está acima da lei. Nem eu estou acima da lei, aliás disse isso na cara na presidente da república (Dilma) e isso tem que ser investigado e será investigado cumprindo o devido processo legal, com a ampla defesa. Eu não vou pré-julgar quem quer que seja, antes de qualquer processo com condenação, isso faz parte de todo processo legal”, detalhoum durante o lançamento da obra de duplicação da avenida Felinto Muller, em Várzea Grande.

Sobre ter o próprio nome citado pelo empresário Guizardi, Taques comentou que não sabe por que ele fez isso e que isso também deve ser investigado.

“Não posso fugir do que fui e sou. Temos que continuar, senão você começa até a entrar em contradição, isso precisa ser investigado, não interessa quem vá ser responsabilizado”, repetiu o governador.

 

fonte ; gd

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