Políticos citados no depoimento de 19 páginas do empresário Giovani Belatto Guizardi, prestado no dia 16 de novembro ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), se manifestaram por meio de notas no início da noite da quinta-feira (1), onde se defenderam das acusações feitas pelo delator.

Conforme Guizardi, o empresário Alan Malouf confidenciou a ele que investiu a quantia de R$ 10 milhões na campanha do atual governador Pedro Taques, valor este não declarado.

Sobre a afirmação, segue na íntegra nota publicada no site oficial do Estado, com manifestação do governador:

“Diante das notícias trazidas a público nesta quinta-feira (01.12) pela imprensa sobre suposta “delação” do réu na operação Rêmora, Giovani Belatto Guizardi, o Governo de Mato Grosso esclarece:

01) O governador Pedro Taques tomou as medidas que lhe competiam – quando da deflagração da Operação Rêmora (que apura eventuais crimes contra o patrimônio público na Secretaria de Estado de Educação – Seduc) -, exonerando e/ou afastando todos os servidores públicos denunciados, inclusive o ex-secretário de Educação. Tal medida, por si só, demonstra a firmeza do governador e do Governo no combate à corrupção e na apuração de qualquer denúncia que envolva atos de improbidade no âmbito do Governo do Estado de Mato Grosso;

02) O governador lamenta o envolvimento de seu nome no caso, refuta com veemência qualquer tentativa de envolvê-lo em qualquer ato ilegal, uma vez que jamais tratou com quem quer seja de nenhum assunto relacionado à investigação;

03) Pedro Taques lamenta, ainda, que pessoas do seu convívio pessoal, político ou partidário possam estar envolvidas em malfeitos, e reitera seu entendimento de que ninguém está acima da lei e apoia investigação para que, ao final, comprovados os fatos denunciados, todos os envolvidos sejam punidos com o rigor da lei;

04) O governador reitera o que já disse em outras situações, de que a prestação de contas da sua campanha eleitoral de 2014 foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral e que, por essa razão, repudia toda e qualquer tentativa de envolvê-lo em qualquer ato ilegal, prática que ele sempre combateu ao longo da sua vida, especialmente nos 15 anos nos quais atuou como Procurador da República.”

Em nota também enviada à redação, o empresário Alan Malouf esclarece:

“Em relação às notícias veiculadas nesta quinta-feira (01) referentes ao termo de declaração de Giovani Guizardi que foi encaminhado à imprensa, vimos a público prestar alguns esclarecimentos.

Mesmo ainda não tendo acesso aos autos, é importante ressaltar que Alan Malouf nunca foi líder de nenhuma organização criminosa.

A defesa do empresário vai aguardar ter acesso aos autos para se manifestar de forma transparente, uma vez que considera absurdas as acusações.

Reiteramos, também, que Alan Malouf está à disposição das autoridades competentes para prestar as informações necessárias, acreditando, sempre, na Justiça.”.

O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, acusado de receber 25% de propina gerada pelo esquema de fraudes em licitações, afirmou em nota que:

“Não participou de nenhuma eventual irregularidade cometida na Secretaria de Educação (Seduc).

Tomará as providências cabíveis assim que a sua assessoria jurídica tiver acesso aos autos do processo e teor das denúncias.

Afirma que confia na justiça e que ficará comprovado de que não teve participação em qualquer irregularidade.”

A defesa do ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, que está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) disse que prefere esperar o depoimento em juízo do delator para se pronunciar.

O deputado federal Nilson Leitão (PSDB), acusado por Guizardi de ser responsável pela indicação dos principais servidores públicos que integravam organização criminosa na Seduc para desviar dinheiro em contratos firmados com empreiteiras, se defendeu em nota que segue na íntegra:

“Sobre a citação de Giovanni Guizardi, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) vem a público esclarecer que:

– primeiramente não conhece o delator e nunca teve nenhum contato com ele;

– nunca participou de qualquer reunião com qualquer político, secretário ou qualquer construtora para discutir obras da pasta da Educação;

– a ’dedução’ do delator é no mínimo irresponsável, pois em depoimento ele tem que dizer o que sabe, e não sobre o que deduz ou imagina, como ocorreu;

– na delação não há nenhum tipo de comprovação sobre algum ato ilícito do parlamentar;

– não se especificou de que modo teriam ocorrido os aventados depósitos, o que impede o exercício do contraditório e da ampla defesa;

– mesmo com foro privilegiado, Nilson Leitão coloca o extrato bancário à disposição das autoridades e da sociedade, além de qualquer outra informação que venha colaborar com a justiça e a população;

– em respeito aos mato-grossenses, é importante que sejam investigadas as verdadeiras motivações daqueles que misturam denúncias verdadeiras com afirmações nitidamente falsas, sem nenhum tipo de comprovação, com o claro intuito de tumultuar as investigações”.

 

fonte ; gd

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