O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), tranquilizou os servidores e afirmou em entrevista a rádio Capital FM (101,9) na manhã de hoje que irá pagar os salários dos servidores de qualquer forma, nem que para isso precise pegar dinheiro emprestado. Segundo o parlamentar, os R$ 35 milhões que a Casa possui em caixa não são suficientes para quitar os débitos que possui para manutenção.

De acordo com Maluf, os empenhos para os prestadores de serviços, além do pagamento de três URVs (Unidade Real de Valor) atrasadas dos servidores comprometem o dinheiro que a Casa tem atualmente em caixa. Como exemplo, o presidente da Assembleia citou o caso dos URVs dos inativos, que somam quase R$ 8 milhões. “Não é só com os servidores que temos compromisso. Se não houver repasse, não temos como tocar a Assembleia. Fizemos a nossa parte e economizamos R$ 100 milhões em dois anos. Acredito que os deputados podem se orgulhar das economias que conseguimos. Devolvemos R$ 20 milhões e assumimos repasse dos inativos. Agora temos que aguardar os repasses. Se eles não vierem, vamos pagar esta fatura de qualquer forma, nem que seja pegando dinheiro emprestado”, afirmou Guilherme Maluf.

O presidente da Assembleia Legislativa afirmou que os salários devem ser pagos até o dia 10 dos meses subsequentes ao trabalhado. Ele afirmou que acredita nas dificuldades do Governo do Estado e que assim que a situação se normalizar, voltará o pagamento dos salários no último dia útil do mês trabalhado.

Maluf, inclusive, falou que discutirá a situação dos servidores do Legislativo com os deputados estaduais. Ele convocou uma reunião do Colégio de Líderes na manhã desta quarta-feira para explanar sobre a situação.

Os poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas tem cerca de R$ 300 milhões para receber em duodécimos atrasados não repassados pelo Executivo. “Os servidores podem ficar tranquilos que irão receber seus salários, talvez até antes do dia 10. Vou chamar os deputados e eles que tomem alguma decisão que julgarem importante. Não tem segredo nenhum. Tudo que nós temos é público e não estamos escondendo nada. Demos nossa colaboração e agora precisamos ter uma programação destes repasses. O Governo ficou de fazer até o quarto dia útil. Não é só com os servidores que temos compromisso. Se não houver repasse, não temos como tocar a Assembleia.”, pontuou.

 

fonte ; folha max

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