A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, retoma na manhã desta terça-feira (29) a audiência de instrução e julgamento da ação penal relativa a Operação Rêmora.

O primeiro a ser ouvido é o empresário Ricardo Augusto Sguarezi, um dos proprietários da Aroeira Cosntruções.

A acusação feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) aponta que a empresa participou de fraudes na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em um esquema de fraude em licitação e cobrança de propina.

Acompanhe os principais momentos da audiência

12h19 – A juíza Selma Arruda encerra a audiência de instrução.

12h13 – A defesa de Permínio Pinto pergunta a respeito do pagamento da gráfica. Sguarezi diz que emitiu dois cheques, sendo um no valor de R$ 20 mil e outro de R$ 16,9 mil.

12h12- O empresário diz que em seu primeiro depoimento no Gaeco estava muito nervoso e não sabia o que responder. Naquela ocasião, disse que não pagou propina, mas agora em juízo diz que pagou e ainda apresentou documentos de seu sigilo fiscal e bancário comprovando as transações financeiras.

12h10 – A defesa pergunta se houve algum pagamento de propina após a conversa mantida com o ex-secretário Permínio Pinto. Sguarezi diz que não lembra a precisão de datas.

12h08 – Começa os questionamentos da defesa de Permínio Pinto.

12h03 – A defesa pergunta se o empresário chegou a ter conhecimento se o ex-secretário Permínio Pinto tinha conhecimento de que a propina seria direcionada a uma gráfica para pagar dívida de campanha eleitoral. Sguarezi afirma que não e tampouco sabe responder o motivo de Fábio Frigeri e não Permínio Pinto fazer a cobrança das vantagens financeiras indevidas.

12h01 – A defesa de Giovani Guizardi pergunta se houve cobrança de propina para locação de salas comerciais. Sguarezi foi pressionado por Guizardi que tinha informações privilegiadas a respeito da situação financeira de uma de suas empresas e pediu propina de 15% em cima do valor que tinha a receber. “O valor deu R$ 30 mil e foi pago ao Guizardi”.

11h59 – O empresário diz que pagou propina a Moisés Dias em um gabinete na Secretaria de Educação. Negou que tenha firmado termo de colaboração premiada. Sguarezi revela ainda que pagou R$ 15 mil a Fábio Frigeri em determinada ocasião. “Ele me disse que precisava viajar”, disse.

11h56 – Sguarezi diz que tinha a receber pelos serviços prestados em 2013 e 2014. E demorou meses para receber após iniciar a nova gestão estadual. O empresário confirma que pagou propina ao ex-superintendente de Infraestrutura Escolar, Moisés Dias, para a Secretaria de Educação autorizar pagamentos. “Ele [Moisés] me disse que eu deveria continuar pagando pelos serviços”.

11h55 – Começa os questionamentos da defesa do acusado Moisés Dias. A pergunta é referente aos meses que não conseguiu receber pelos serviços prestados na Secretaria de Educação.

11h51 –  A defesa pergunta se Sguarezi perguntou em algum momento qual seria a influência de Giovani Guizardi na Secretaria de Educação. Sguarezi diz que não perguntou, mas percebeu o grau de influência após receber pelos serviços prestados somente após o pagamento de propina.

11h49 – A defesa de Fábio Frigeri questiona um contrato de uma obra no município de Alta Floresta que a Secretaria de Educação pediu o ressarcimento de parte do valor. O empresário Ricardo Sguarezi diz que, na verdade, pagou R$ 115 mil de propina a Fábio Frigeri.

11h45 – Sguarezi diz que cobrava pelos serviços prestados nos anos de 2013 e 2014.

11h44 – Defesa de Fábio Frigeri começa os questionamentos e pergunta qual o tempo de contrato que a Aroeira Construções mantinha com a Secretaria de Educação.

11h37 – Encerrado os questionamentos do Ministério Público, o empresário Ricardo Sguarezi começa a responder perguntas dos advogados dos outros réus.

O empresário diz que se arrependeu do depoimento no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pois mentiu aos promotores de Justiça.
Agora, diz que está contando a verdade perante à Justiça.

11h31 – O Ministério Público pergunta se Fábio Frigeri falava o motivo da cobrança da propina. O empresário diz acreditar que se tratava de dinheiro para cobrir despesas de campanha eleitoral.

“O Fábio Frigeri me disse na sala dele que precisava daquele dinheiro para pagar uma gráfica. Tudo indica que era material de campanha eleitoral. Teve uma eleição em 2014 e a cobrança começou em 2015”, disse.

Sguarezi não citou nenhuma autoridade supostamente favorecida com o pagamento das despesas eleitorais.

11h30 – O empresário Ricardo Sguarezi diz que pagava propina de até 5% em cima do lucro da Aroeira Cosntruções. A propina paga chegou até a R$ 30 mil mensal e foi paga com dinheiro em espécie no prédio da Secretaria de Educação.

11h26 – Sguarezi disse que foi até o então secretário Permínio Pinto e avisou que servidores da Secretaria de Educação estavam cobrando propina para autorizar pagamento as empresas que prestavam serviços em obras de reforma e construção de unidades escolares. “Ele [Permínio] disse para eu não pagar a propina mas parece que não tomou providência nenhuma”, disse.

11h25 – O empresário disse que compareceu a sede da Dínamo Construtora para fazer pagamentos de propina ao empresário Giovani Guizardi.

11h19 – Em resposta aos questionamentos do Ministério Público, Sguarezi afirma que pagou propina ao empresário Giovani Guizardi e ao ex-assessor especial Fábio Frigeri para receber pelos serviços prestados.
O empresário afirma que ficou incomodado com a postura agressiva de Guizardi que sempre pressionava pelos pagamentos. “O Fábio Frigeri aindaa aguardava eu pagar as minhas contas. O Guizardi me pressionava muito”.

Sguarezi diz que tinha dificuldades para receber pelos serviços prestados a Secretaria de Educação. E só conseguiu receber após pagar propina a Guizardi e Frigeri. Até o momento, não há citação de valores.

11h16 – Ao ser questionado pelo promotor de Justiça Marcos Bulhões, Ricardo Sguarezi confirmou que as empresas firmaram conluio para vencer licitações na Secretaria de Educação e havia cobrança de propina do ex-assessor especial Fábio Frigeri para a pasta autorizar pagamento as empreiteiras que prestavam serviços.

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