Com a empresa Uber já operando em Cuiabá a partir desta sexta-feira (25), os taxistas, preocupados com a perda de mercado, afirma que o serviço via aplicativo pode ser barato mas não é seguro.

 

O presidente do Sindicato dos Taxistas, Adailton Lutz Leite Bispo, acredita que “o passageiro consciente vai querer saber no carro de quem está entrando e não vai embarcar nessa onda, porque não passam de clandestinos”.

Ele também acredita que o preço baixo oferecido pelos cadastrados na empresa Uber, que até agora tem cerca de 150 motoristas, não se sustenta, porque a profissão exige gastos com combustível e manutenção do veículo.

“Um pneu de primeira linha sai por cerca de R$ 320, porque se você colocar um de terceira linha vai pagar até R$ 180, mas roda três meses e já está desgastado de novo”, detalha o Lutz, afirmando que o clima está tenso na classe dele.

Tanto é que o sindicato está evitando de reagir contra o Uber chamando para atos públicos. “Estamos preocupadíssimos, porque nossa categoria está revoltada, e não queremos que ninguém dê tiros por ai, nem agrida ninguém”, pondera o sindicalista.

Outra questão que o presidente da categoria considera é o pagamento de impostos, contra os motoristas de Uber, isentos deste ônus.

“Um taxista tem que pagar R$ 650 anualmente para renovação de alvará, mais R$ 178 de cadastro de condutor, para renovar carteira de taxista, mais R$ 140 de vistoria, também anual, além dos custos com manutenção e combustível”, ressalta.

Ele especula que, para manter o preço baixo do Uber, alguns deles podem fazer corridas mal intencionadas, “atender a coisas erradas nas noitadas da vida”.

Para ele, o serviço prestado pelos cadastrados na Uber é questionável e pelos taxistas é “ordenado e garantido”.

 

fonte ‘gd

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