Os servidores que trabalham no sistema penitenciário de Mato Grosso começaram uma paralisação das atividades a partir desta segunda-feira (21) em todas as unidades do estado. De acordo com o Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT), a paralisação ocorre por melhores condições de trabalho, realização de concurso público, pagamento de jornada voluntária e outros motivos. A mobilização ocorre até sexta-feira (25).

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Em nota, o governo de Mato Grosso declarou que foi notificado da paralisação na última quinta-feira (17) e que acionou a Justiça para que os serviços não fossem prejudicados.

O desembargador Dirceu dos Santos considerou a greve ilegal e determinou o pagamento de multa no valor de R$ 100 mil por dia de paralisação.

Já o Sindspen-MT informou que não foi notificado da decisão e que, ao ser notificado, vai recorrer. Atualmente são 3 mil servidores no sistema penitenciário, divididos em 56 unidades, entre cadeias públicas, penitenciárias e centros de detenção.

Servidores pedem melhores condições de trabalho, realização de concurso público, pagamento de jornada voluntária (Foto: Sindspen/MT)Servidores pedem melhores condições de trabalho, realização de concurso público, pagamento de jornada voluntária (Foto: Sindspen/MT)

Os servidores fazem mobilizações e protestos com cartazes na frente de cada unidade. A categoria alega que a única reivindicação atendida pelo governo foi a entrega de novos veículos ao sistema penitenciário.

“Nossa reivindicação é em relação a falta de estrutura, falta de colete balístico e falta de efetivo. As visitas de familiares serão feitas apenas no sábado e no domingo. As visitas previstas durante a semana serão suspensas, inclusive a visita de advogados ou defensores públicos”, afirmou ao G1 o secretário-geral do sindicato, Ademir da Mata.

De acordo com o Sindspen-MT, durante o período da paralisação, os agentes deixarão de atuar na remoção de presos, inclusive para audiências judiciais. Devem ser mantidos os alvarás de soltura e audiência da vara de execução penal e tornozeleira eletrônica. O sindicato declarou que não vai receber presos enviados pela Polícia Civil.

A categoria alega que as reivindicações buscam trazer mais seguranças para as unidades. Os servidores alegam que a falta de efetivo faz com que apenas dois agentes fiquem responsáveis por até 150 presos em algumas unidades do interior.

 

fonte ; g1mt

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