A Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, sob a presidência do deputado estadual Oscar Bezera (PSB), para investigar irregularidades em obras lançadas para a Copa do Mundo (CPI da Copa), sugeriu no relatório final indiciar 7 políticos que passaram pelas extintas Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal (Agecopa) e Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).

São eles: o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-presidente da Assembleia, José Riva, o ex-secretário extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, o ex-secretário da Casa Civil com rápida passagem pela Secopa, Eder Moraes, além de outros 3 ex-diretores da Agecopa, Yuri Bastos Jorge, Yenes Magalhães e Carlos Brito. A apresentação do relatório final à imprensa está em andamento nesta tarde na Assembleia Legislativa.

O relatório também sugere o indiciamento de 96 agentes públicos, 16 empresas privadas e 7 consórcios de empesas.

Os deputados sugerem que os Consórcios e empresas que realizaram as obras devolvam aos cofres R$110 milhões da Arena Pantanal, R$115,5 milhões da obra de mobilidade urbana e R$315 milhões referente a obra do VLT.

A equipe técnica já recebeu e analisou 500 mil páginas de documentos de modo que as investigações possuem todas as informações referentes as obras da Copa do Mundo de 2014, ou seja, das 56 obras lançadas em Cuiabá e Várzea Grande, mas que boa parte não foi concluída até o presente momento e outras apresentaram problemas estruturais.

Sobre as investigações em torno do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a CPI possui 13 mil páginas divididas em 60 volumes com informações acerca da licitação da obra, seus contratos, as medições e os processos judiciais que se originaram a partir de indícios de irregularidades levantadas pelo Ministério Público.

“Investigamos todas as mazelas. Não teve esse negócio de passar mão na cabeça de ninguém. Hoje estamos cumprindo nosso papel de apresentar todas as irregularidades. Sempre ouvia, que a CPI seria mais uma pizza esta CPI. Não temos cunho de condenar ninguém, mas levaremos aos órgãos competentes investigarem e acredito que não vai acabar em pizza”, Oscar Bezerra, presidente da CPI da Copa.

fonte ; gd

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