As visitas aos presos de Mato Grosso, que haviam sido suspensas desde o início da greve dos servidores do sistema penitenciário, no dia 31 de maio, deverão ser retomadas a partir deste domingo (12), mas somente uma vez por semana. A decisão foi anunciada pelo sindicato que representa os agentes, o Sindispen, na tarde deste sábado (11), horas depois da onda de ataques ocorridos no estado que teriam sido cometidos em represália à suspensão das visitas.

Na noite de sexta-feira (10), e na madrugada deste sábado, bandidos colocaram fogo em três ônibus na capital e em Várzea Grande, na região metropolitana, fizeram ataques a agentes prisionais na Grande Cuiabá, e incendiaram dois veículos,  entre eles uma viatura da Polícia Militar, no interior do estado.

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O Sindispen disse que, a partir deste domingo (12), as visitas ficarão restritas a uma vez por semana, e a somente uma visita por preso. A entrada de crianças também está proibida.. A decisão foi tomada depois de reunião dos sindicalistas com a desembargadora Maria Erotides Kneip Baranjak, corregedora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, realizada neste sábado.

Entre sexta e sábado, a polícia prendeu dez pessoas suspeitas de terem envolvimento nos ataques. Entre eles, está um detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), identificado como Reginaldo Aparecido de Brito. Apontado como mentor do ataques, ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado neste ano, acusado de fazer parte de uma facção criminosa.

Bombeiros foram acionados e conseguiram controlar o fogo (Foto: Cristina Mayumi/TVCA)

Em entrevista neste sábado à TV Centro América, o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Rogers Jarbas, disse que o Estado já sabia da ação dos bandidos. “Nós não fomos pegos de surpresa. De fato, a Secretaria de Segurança Pública já vinha monitorando e acompanhando esse movimento há alguns dias. Nós tínhamos informações que estavam sendo tratadas pelo setor de inteligência”, afirmou.

Jarbas declarou ainda que foi graças a essas informações do setor de Inteligência que foi possível à polícia agir com mais eficiência. “Em duas horas, o autor intelectual de toda essa ação criminosa, a liderança que determinou a ação, ele estava sendo preso e sendo conduzido a uma unidade policial onde foi autuado em flagrante”, disse.

Sesp-MT declarou ainda que serão mantidas nas ruas da região metropolitana, por tempo indeterminado, o número de policiais e viaturas que foram empregados para conter os ataques a ônibus do transporte coletivo e a agentes penitenciários.

Os servidores querem que o estado pague a recomposição total da inflação de 2015, de 11,28%. Após se recusar a fazer esse pagamento, sob a alegação de que não tinha dinheiro em caixa, o governo apresentou três propostas para o funcionalismo público – aproximadamente 30 categorias entraram em greve desde maio no estado. Duas delas foram recusadas e a terceira, apresentada nesta sexta, ainda está sendo analisada pelos grevistas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte ; g1 mt

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