Os mato-grossenses pagaram R$ 4,364 bilhões em impostos no 1º quadrimestre de 2016. A quantia, 37,18% superior àquela verificada no mesmo período de 2015, denota a elevação da carga tributária federal, estadual e municipal.

Em 2015, de janeiro a abril, foram recolhidos R$ 3,181 bilhões. Para 2017, a projeção é alcançar R$ 4,539 bilhões, 4% acima da cifra atual, segundo o Impostômetro, ferramenta digital do Instituto de Planejamento e Tributação (IBPT).

A metodologia do Impostômetro considera todos os valores arrecadados pelas 3 esferas de governo a título de tributos como impostos, taxas e contribuições, incluindo as multas, juros e correção monetária. “De 2015 para 2016 houve vários aumentos de tributos no país. Das 27 Unidades da Federação, 20 elevaram o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Também houve aumento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) nos municípios”, comenta o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

Em Cuiabá, os contribuintes pagam, em média, 10% a mais pelo IPTU este ano. As alíquotas do ICMS e do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cobrados pelo governo estadual, não tiveram alteração no Mato Grosso em 2016.

O presidente do IBPT observa que mais de 30% da tributação incide no consumo que, em meio à crise econômica, diminuiu. Apesar disso, a alta da inflação reflete no preço final dos produtos e no aumento do faturamento das empresas, bem como na arrecadação tributária. “Mas não é melhoria real da receita, apenas inflação”.

FEIRÃO DO IMPOSTO – No dia 21 de maio será realizado em 120 municípios das 5 regiões brasileiras, a 14ª edição do Feirão do Imposto. Este ano, Mato Grosso não participa do evento promovido pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) em parceria com movimentos estaduais e municipais de empreendedorismo jovem. A iniciativa visa alertar a população sobre a alta carga tributária que incide sobre produtos e serviços.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte ; SILVANA BAZANI
A Gazeta

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