Os senadores Wellington Fagundes (PR) e José Medeiros (PSD) se mantiveram na comissão especial de impeachment aprovada na tarde desta segunda-feira (25). Esta comissão vai analisar no Senado Federal o pedido feito contra a presidente Dilma Roussef (PT), já aprovado pela Câmara de Deputados, no último dia 17. O presidente e relator da comissão serão escolhidos nesta terça-feira (26), na sessão matutina.

O grupo é de 21 senadores e 20 suplentes, que vão se debruçar sobre o pedido de impeachment feito pelo jurista Hélio Bicudo e a advogada Janaína Pascoale. Assim como na Câmara, o Senado terá que decidir se dará seguimento ou não ao processo.

Tanto Medeiros quanto Fagundes já declararam que vão votar sim pelo seguimento do processo.

Medeiros é oposição à Dilma e usa a tribuna com frequência, para defender que o que há segundo ele já não é mais um governo, mas um “desgoverno”.

Apoiador de Dilma, Wellington chegou a ser cogitado para ocupar um ministério, quando ocorreu a “debandada” dos peemedebistas da base do Governo. Mas ele negou.

O terceiro senador por Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), que também apoiou Dilma na campanha eleitoral de 2014, ficou de fora da comissão processante, mas já assumiu publicamente postura pró-impeachment.

DEBATES

Foram mais de 4 horas de debate nesta segunda-feira no Senado Federal.

Um grupo de senadores, liderados por Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, queriam somar os dois pedidos de impeachment, contra Dilma e o vice-presidente Michel Temer, mas a maioria não aprovou essa ideia.

Se o Senado acatar o processo contra a Dilma ela será afastada por 180 dias e será investigada por crime de responsabilidade fiscal. Ela vai ter a oportunidade de explicar novamente as “pedaladas” nas contas do Executivo Federal. O Governo alega que fez isso para evitar cortes nos projetos sociais e já pagou a conta.

Caso ocorra o afastamento da presidente, nesse período, assumirá o vice Michel Temer.

O julgamento final do impeachment será feito pelo plenário do Senado, em sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dilma só sofrerá o impeachment se tiver 54 votos contra ela. Na Câmara, a oposição precisava de 342 e fez 15 a mais.

CONFIRA AQUI A COMISSÃO PROCESSANTE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte ; reporter MT

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