O governador Pedro Taques (PSDB) confirmou nesta terça-feira (19) que está dialogando com os demais poderes sobre uma redução no repasse do duodécimo para conseguir manter a máquina pública funcionando. Ele alega que a crise não é somente do Executivo, mas sim de todos os estados brasileiros.

Ao ser questionado sobre um possível desgaste com os demais poderes, o governador argumentou que a proposta seria ‘paroquial’. “Desgaste nessa situação não existe. É um assunto paroquial. Tem que ser harmônica”, justificou, durante o Fórum de governadores do Brasil Central, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

O primeiro poder a receber a proposta de redução nos repasses anuais foi o Ministério Público Estadual (MPE). Conforme o governo existe a possibilidade de redução de 10 a 15% do duodécimo que é repassado. “A reunião foi tensa e as palavras de ordem foram apertar os cintos. O momento é de redução de gastos e priorização de ações”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado.

Já o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Paulo da Cunha, em entrevista ao Gazeta Digital, disse desconhecer a proposta do Executivo, mas ressaltou que a notícia ‘não é nada boa’. “Vou sentar com o governador e saber sobre o assunto. Isso faz parte da democracia, mas o duodécimo é repassado atualmente de acordo com as nossas necessidades”, argumentou a magistrado.

A equipe econômica do governo se reuniu nesta segunda-feira (18) com membros da Administração Superior do Ministério Público para apresentar um quadro/visão sistêmica das contas públicas.

Com os demais poderes, como o Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas do Estado (TCE), a equipe econômica ainda não divulgou as datas das reuniões.

 

 

 

 

fonte; gazeta digital

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