De 14 a 20 deste mês foram notificados em Cuiabá 10 casos de dengue, dois de chikungunya e 57 casos de zika vírus. Os números são do último Boletim da Dengue, Chikungunya e Zika (DCZ), correspondente à sétima semana epidemiológica que abrange o período de 14 a 20 de fevereiro. O boletim foi  divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), da Secretaria de Saúde de Cuiabá.

Segundo dados do CIEVS, no acumulado do ano já foram notificados à Vigilância em Saúde da Capital 596 casos de dengue e 25 de chikungunya.  Somente em mulheres grávidas as notificações já acumulam 125 casos de zika e 1.745 em outras pessoas.

O Boletim DCZ traz também os bairros com maior número de notificações de dengue, chikungunya e zika vírus, até o dia 24 de fevereiro. Na Regional Norte, os bairros CPA IV, III, II e I estão no topo da lista. No CPA IV  foram notificados 6 casos de dengue e 26 de zika vírus enquanto que no CPA III foram 9 casos de dengue, um de chikungunya e 25 de zika vírus. No CPA II, nesse período, foram notificados 12 casos de dengue e 17 de zika vírus enquanto que no CPA I foram 10 casos de dengue e 15 de zika vírus.

Na Regional Sul, o bairro com maior número de notificações foi o Pedra 90. Lá foram notificados 264 casos de zika vírus e 47 de dengue. No bairro Tijucal foram notificados 55 casos de zika vírus, dois de chikungunya e 20 de dengue enquanto no Jardim Industriário, nesse período, foram notificados 32 casos de zika vírus e 5 de dengue.

O bairro Dom Aquino é o maior em número de notificações, na Regional Leste. Lá, até o dia 24 foram notificados 56 casos de zika vírus e 24 de dengue. Logo a seguir aparece o bairro Jardim Imperial, com 41 casos de zika vírus, nove de dengue e um de chikungunya.

E na Regional Oeste no bairro Santa Isabel foram notificados 60 casos de zika vírus e 20 de dengue. No Centro, foram notificados 39 casos de zika vírus e cinco de dengue enquanto que no Porto, foram notificados 35 casos de zika vírus, três de chikungunya e dois de dengue.

“A estimulação da prefeitura de Cuiabá, através de ações estratégicas naqueles bairros mais populosos e com grande número de possíveis criadouros do Aedes aegypti, estimulando as notificações, orientação em relação à limpeza dos imóveis e a busca por atendimento na rede de saúde demonstra que estamos conseguindo sensibilizar a população. Assim, temos um retrato mais próximo possível da realidade fazendo com que a Secretaria de Saúde possa planejar ações mais efetivas”, disse a coordenadora da Vigilância em Zoonoses, Alessandra Carvalho.

Essas informações, além de orientarem as visitas dos agentes nos  mutirões que estão sendo realizados nos bairros com os maiores índices de infestação predial e número de notificações, também direcionam o trabalho dos agentes de combate a endemias  que continuam suas ações de rotina.

Na sétima semana epidemiológica foram visitados na Capital 29.241 imóveis. Desse total, 4.812 receberam tratamento com larvicida e borrifação. Os agentes trataram nesses imóveis 5.837 depósitos.

Microcefalia

Segundo a técnica do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, Moema Couto Silva Blatt, em Cuiabá não houve alteração no número de casos notificados este ano. Até agora foram notificados 12 casos de microcefalia, dos quais dois aguardam resultado laboratorial, seis são foram compatíveis com a definição de caso suspeito e quatro foram descartados 24 horas após os partos. Dois casos de natimortos e um aborto possivelmente relacionados ao zika vírus estão em investigação.

“Em relação à Síndrome de Guillanin-Barré, há nove casos notificados em Cuiabá, sendo quatro em residentes e cinco em não residentes. Todos se encontram em processo de investigação”, destacou Moema Blatt.

Mobilizações

Na guerra contra os criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika vírus, na próxima semana, nos dia 3 e 4, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde estarão visitando 3.608 imóveis no bairro Santa Isabel.

Durante essa ação os agentes da Saúde orientam moradores e comerciantes, fazem aborrifação e distribuem material informativo.

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